sábado, 12 de fevereiro de 2011

Rotura tendao rotuliano – Dia 1

Decidi escrever este testemunho pois na Internet não se encontram testemunhos em português de pessoas que sofrem ou sofreram desta lesão.

 

Rompi o tendão rotuliano da perna direita no dia 04 de Fevereiro de 2011 num jogo de futebol entre amigos no quals fui o unico que aqueceu! 6 dias depois fui operado pelo Doutor Ricardo Varatoso na CUF das descobertas. Ate a operacao permaneci em casa com uma tala amovivel na perna direita. Não tive dores durante este periodo e terapêutica utilizada resumiu-se a gelo no joelho, anti-coagulantes e analgesicos para as dores.

 

Ao 6º dia fui operado. Foi a parte mais simples até agora. Durou 45 minutos e como fui anestesiado com uma eepidural, pude assistir à operação. O recobro foi o tempo de voltar a sentir as pernas. As dores só começaram nesse dia após a anestesia ter perdido o efeito. As dores foram muitas nessa noite (cheguei a pedir ao enfermeiro q me desse uma injecção de morfina directamente no joelho). No dia a seguir, as dores desapareceram mas fiquei completamente grogue devido ao efeito dos analgesicos e mal consegui ficar desperto nesse dia. Saí do hospital sem dores no dia a seguir com a perna imobilizada com um penso Robert JOnes e uma tala amovivel. Consigo andar de canadianas mas tenho algumas dores se fico muito tempo com elas. O que mais me custa é o facto de ter dificuldades em levantar-me da cadeira ou da cama sozinho. A perna está completamente esticada, com um peso enorme, e não a consigo dobrar, pelo que para me levantar ou senta, preciso quase sempre da ajuda de alguem.

 

Vamos ver os proximos dias…Por enquanto, continuo com o gelo e uma quantidade enorme de medicamentos….

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Só se pode levantar quem cai

Em tempos de crise por vezes surgem pequenas historias de pessoas simples e mundanas, que anos judam a reflectir sobre como actuamos e que fornecem ideias e experiências de como podemos actuar. Queria relatar uma dessas histórias, a historia de uma pessoa que não voa, não faz o pino com o nariz,não é nenhum genio, trabalha por conta de outrém, paga impostos, vive para ajudar a familia e os seus, e que prefere manter-se no anonimato e sem grandes aspirações de momento.

 

Achei esta história relavante para os dias de hoje uma vez incide sobre 3 aspectos da nossa vida que são colocados em causa precisamente nestes tempos: Emprego, Casa e Dinheiro. São talvez dos aspectos materias mais nucleares da nossa vida, e esta história mostra que como, mesmo sem  grandes fórmulas mágicas, se podem melhorar estes mesmos três aspectos em qualquer altura, incluindo em períodso de crise.

 

Segundo a história que me foi relatada, tudo começou em finais de 2008, quando a crise financeira despoletou e houve a maior queda bolsista desde 1929. Por então, o medo instalou-se nos investidores e com tanto barulho à volta, pequenos e grandes investidores começaram a VENDER acções para se livrarem o mais depressa possível. O protagonista desta história, segundo ele, ignorou o barulho que assustou às massas, e começou a fazer pequenas pesquisas na INTERNET sobre valores das acções antes da crise e valores das acções depois da crise. Para além disso fez outras pesquisas sobre outras crises e percebeu usando a sua cabeça e não o que vinha nas notícias, que o melhor era COMPRAR. Sem necessitar de livros de economia ou algoritmos quânticos, escolheu um conjunto de acções seguindo os seus intintos e esperou. Um ano  e meio depois atingiu lucros de 510 % e um lucro medio de 227 % nas acções que comprou o que o ajudou a comprar uma casa junto à praia. O importante aqui foi apenas o de alguém pensar por conta própria e actuar com base na sua inteligência, e não como o medo e o resto do mundo sugeriam.

 

Paralelamente a isto, foi outro investimento no emprego. Neste caso, o objecto investido foi tempo. Quando em meados de 2009, a empresa onde estava despediu cerca de 2000 colaboradores, escreveu numa folha de papel 20 razões pelas quais deveria ser AUMENTADO. No final escreveu: “O Mundo foi, é, e sempre  será injusto, e não existe razão para que seja justo”. As 20 razões foram lidas e enviadas selectivamente aos seus superiores ao longo de vários meses, focando directamente que a “questão financeira era insuficiente e que precisava mais dinheiro”. Para justificar o argumento e ter outras opções foram feitos cercas de 20 curriculos (!) e enviados para cerca de 20 empresas. Cada opção mereceu sempre análise e quase sempre um curriculo único. No pouco tempo que passou em Portugal, em 2 meses, teve cerca de 10 entrevistas presenciais e um sem numero de entrevistas telefónicas, desde empresas multinacionais até empresas de lavar sabonetes! No fim de tudo, sabia o que valia para o mercado e tinha algumas ofertas,às quais, juntou ao curriculo, trabalho desenvolvido, pressão exercida, argumentação e, acima de tudo, confiança de quem trabalha, conseguindo no fim uma posição sólida. No fim de tudo, para além do aumento de superior a 43 %, foi promovido. Em todo este conjunto de coisas para conseguir a posiçao negocial vantajosa, não existe na verdade, nada que tenha mais importância que as outras. Tudo exigiu tempo, trabalho e dedicação!

 

O terceiro aspecto é o da casa. Em meados de 2009, com o mercado imobiliario em crise e os bancos sem dinheiro para emprestar, optou por investir o tinha ganho ate ai numa casa. Nenhum banco oferecia spreads inferiores a 1.2%. Para fazer face a isso, mais uma vez pesquisou na internet protocolos entre associações ou empresas, e os bancos. Ao fim de algum tempo, aderiu à DECO uma vez que esta asscociação tinha um protocolo com um banco, e ao abrigo desse protocolo, todos os associados benefeciariam de um spread de 0.65%  para determinadas taxas de esforço. Daí ate conseguir um spread de 0.55% foi um passo e a casa lá foi comprada.

 

Esta história só retrata certamente os momentos bons. Certamente houve muitas quedas pelo meio. Mas o importante de tudo isto, é que é uma pessoa com vivências comuns consegue mostrar que com independência de pensamento, vontade, dedicação e esforço, é possivel atingir e criar soluções simples para a sua vida material, independentemente da crise, se faz sol ou se faz chuva, do regime político, dos governante, dos pai nossos e das aves maria… No fim de contas, e como diz, o protagonista, foi apenas um caminhar, cair, sacudir o pó, lavar as feridas, voltar a levantar e caminhar até à proxima queda, levantando-se sempre sem excessivas lamentações! Qualquer um o pode fazer….

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Portugal da-me sono - MEXAM-SE C#$%&#!

 

Este texto é escrito por alguém que apesar de não ter impacto nenhum na nossa sociedade, já trabalhou em 3 continentes e em mais de 20 cidades. Ou seja, já viu algumas coisas e já tem algum “saber de experiência feito”.

 

Chegando a Portugal e vendo o panorama, apetece-me perguntar: “Estavam à espera do quê seus idiotas? Esperavam mesmo que pessoas como o José Sócrates (ou como o Passos Coelho), que nunca trabalharam, mal estudaram, conseguem resolver os vossos problemas e dirigir o país?” A mim pessoalmente, é-me mais fácil acreditar no milagre de Fátima!

 

Se há algo que aprende por exemplo, no desporto, é que um atleta joga como treina, e no caso dos líderes e futuros líderes do país, como pouco treinaram, ou seja, trabalharam, dificilmente jogarão bem. Passar dos oito aos oitenta, do suficiente para o excelente, só está ao alcance dos génios, e esses trabalham mais do que ninguém. Se o José Sócrates conseguisse isso, de certeza que não era político.

 

Em todo o caso, numa verdadeira democracia, a responsabilidade é sempre, única e exclusivamente, dos cidadãos (recuso-me a utilizar a palavra “Povo”). O que acontece neste caso, é que a maior parte dos cidadãos, mama ou quer mamar na vaca leiteira do estado. A todos esses, quero apenas dizer que, a vaca, o leite da vaca, e possivelmente, até os cornos da vaca, são….importados!? Por isso estamos endividados até ao pescoço! Ao menos podiam ter usado vacas nacionais!

 

A democracia, a liberdade não são nem podem ser direitos, mas sim conquistas, (caso contrário também os macacos viveriam em democracia)! Chegou a altura de deixar de mamar, crescer e merecer a liberdade. O bom da vida é que podemos sempre recomeçar, e a boa notícia é que não há melhor altura que esta, sendo que a mudança essa, apenas depende de nós! Se existe um dado que nenhuma teoria consegue estabelecer, esse é o potencial humano,  e acreditem ou não, as vivencias da generalidades das pessoas não chega para pôr a prova o potencial humano que existe dentro delas. Nada como tempos dificiceis para o estimularmos e tornar-nos ainda mais fortes como animais e como cidadãos! 

 

Por isso, a minha mensagem é bastante simples! E porque em Portugal as coisas só se fazem quando se soltam umas “alhadas” e se diz merda para o ar, a minha mensagem: “Percam a vergonha e MEXAM-SE C……!

 

Cairo, 26 de Setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Volunteers

For those who wish to engage on social causes, the United Nations has a service of online volunteering:

http://www.onlinevolunteering.org/en/index.html

New Season

Ocaus is back. Shorter texts, more pictures and videos, and less reason. These are the new feature for the 2nd experience. After all, "If a tree falls in a forest and no one is around to hear it, does it make a sound?" or “If a text is written and there is nobody to read it, does it make sense?”

segunda-feira, 8 de março de 2010

Costa Rica – What about some Pure Life? – Part I

My journey started in London at 4.30 AM on the 11th of February of 2010. It had snowed heavily in London during that night. When I got to the airport, snow was still melting on my coat. The weather nearly cancelled my trip. It was just a little obstacle towards one of the most amazing journeys I experienced. Few hours later a blasting heat was expecting us in Costa Rica.

 

The plan was to meet my travel mates in Madrid, where a flight would take us directly to San Jose, the capital of Costa Rica.  In Madrid I got my first “pure stress experience”. For the first time, without any previous arrangements, I met my travel mates inside the aircraft. With just 10 minutes for the flight departure, mobiles phones were disconnected, I found myself alone with no one on sight. I boarded and there they were…I thinks could write a few poems about this encounter, when my eyes “released”my spirit of joy. I guess it takes a bit more than deep trust to wait and expect to meet someone inside an airplane that is ready to leave!

 

The flight took around 11 hours through the north Atlantic. Although we were travelling at 900 Km/h, we couldn’t reach the Night again, which was just a few hours ahead of the aircraft. My Journey Colleagues slept most of the trip. Once again, I didn’t sleep. I was sitting next to a German gay, student of psychology, who wanted to learn French! What a strange combination, probably the 2nd strange combination after the fish and chips things.

 

We landed in San Jose at 4.30 PM, local time. Just an hour after landing, we had another “pure experience”, to be more precise, a “ pure meditation experience”. We were received by our friend GUI (aka from Guillermo, not some human robot user interface), who gently invited us for a meditation session at the Satyoga Institute  [1]. There we met the Guru Shunyamurti [2] who guided us through a yoga meditation session. My meditation lasted about 10 seconds, because the minute I closed my eyes, I fell asleep, and for that reason, I had to keep my eyes wide open during 40 (!) minutes. However, the session provide me a few lessons: to perfect your body in order to prepare it to be standing still for a few hours in a certain position  may be as demanding as preparing it to run the marathon. After the meditation, was time to question the Guru about anything we like. It was a very…unique conversation because the questions ranged from the explanation of the Gödel's Incompleteness Theorem [3], one of the most brilliant and most complex mathematics results of all times, to the soul immortality issue. Thus, from the most rational edge to one the most irrational and unexplained subjects. A very interesting assembly that was and where everybody had the space and opportunity to reveal deep feelings and deep thoughts.

 

After resting the soul, we settled down and rested the body. We were ready for some…PURE LIFE!

 

(cont.)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Emigrante

 

Longe da pátria, longe do coração…Estará na pátria aquilo que define o português, ou é apenas esse sentimento de saudade, quase físico, que o define acima de todos os outros? O Emigrante, mais do que enquadrado num tipo social, é o definidopelo seu estado emocional e a motivação. Nada de muito de diferente se caracterizarmos outros emigrantes de outras pátrias. Todos eles possuem aquela alegria de que a sua pátria é a melhor e a mais abençoada, sempre que se cruzam e dialogam  com outros compatriotas longe do “berço”.

 

Viajando um pouco, e não escondendo o sotaque luso, facilmente se encontram portugueses a conduzir um táxi, a servir à mesa, empregados de limpeza, recepcionistas, vendedores. Sintomático ou não, mais facilmente se encontram portuguese serventes do que portugueses dirigentes. Em todo o caso, dirigindo ou não o seu negócio, aquilo que realmente dirigem é a sua vida. Seja a limpar ou a esfregar, a conduzir ou a servir, todos eles enfrentam o desafio da sobrevivência e da adaptação. Chegar a um novo lugar, aprender uma nova lingua, sem que o clima adverso ou a comida inimiga do paldar sejam obstáculos, e começar o seu sonho do inicio, confiando apenas no poder das suas mãos, na inteligência e na capacidade de adaptação, essa é a verdadeira força do EMIGRANTE. Olhar para a palma das mãos, sentir a força e a intensidade necessárias para transfomar qualquer mundo, e meu Deus como essa sensação é poderosa!, para que a coragem que permite enfrentar qualquer elemento flua pelas veias, dando ao corpo e à razão o “fogo” necessário para sobreviver em qualquer meio, é tudo aquilo que o verdadeiro EMIGRANTE precisa.

 

Precisamos de mais EMIGRANTES no nosso país, de pessoas com essa “força transformadora”, que superem o maior obstáculo de todos em Portugal: a letargia de espírito. Afinal, se olharmos com alguma reflexão, a maior parte nós, mais do que habitantes, somos TURISTAS no nosso próprio país!