terça-feira, 31 de agosto de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Costa Rica – What about some Pure Life? – Part I

My journey started in London at 4.30 AM on the 11th of February of 2010. It had snowed heavily in London during that night. When I got to the airport, snow was still melting on my coat. The weather nearly cancelled my trip. It was just a little obstacle towards one of the most amazing journeys I experienced. Few hours later a blasting heat was expecting us in Costa Rica.

 

The plan was to meet my travel mates in Madrid, where a flight would take us directly to San Jose, the capital of Costa Rica.  In Madrid I got my first “pure stress experience”. For the first time, without any previous arrangements, I met my travel mates inside the aircraft. With just 10 minutes for the flight departure, mobiles phones were disconnected, I found myself alone with no one on sight. I boarded and there they were…I thinks could write a few poems about this encounter, when my eyes “released”my spirit of joy. I guess it takes a bit more than deep trust to wait and expect to meet someone inside an airplane that is ready to leave!

 

The flight took around 11 hours through the north Atlantic. Although we were travelling at 900 Km/h, we couldn’t reach the Night again, which was just a few hours ahead of the aircraft. My Journey Colleagues slept most of the trip. Once again, I didn’t sleep. I was sitting next to a German gay, student of psychology, who wanted to learn French! What a strange combination, probably the 2nd strange combination after the fish and chips things.

 

We landed in San Jose at 4.30 PM, local time. Just an hour after landing, we had another “pure experience”, to be more precise, a “ pure meditation experience”. We were received by our friend GUI (aka from Guillermo, not some human robot user interface), who gently invited us for a meditation session at the Satyoga Institute  [1]. There we met the Guru Shunyamurti [2] who guided us through a yoga meditation session. My meditation lasted about 10 seconds, because the minute I closed my eyes, I fell asleep, and for that reason, I had to keep my eyes wide open during 40 (!) minutes. However, the session provide me a few lessons: to perfect your body in order to prepare it to be standing still for a few hours in a certain position  may be as demanding as preparing it to run the marathon. After the meditation, was time to question the Guru about anything we like. It was a very…unique conversation because the questions ranged from the explanation of the Gödel's Incompleteness Theorem [3], one of the most brilliant and most complex mathematics results of all times, to the soul immortality issue. Thus, from the most rational edge to one the most irrational and unexplained subjects. A very interesting assembly that was and where everybody had the space and opportunity to reveal deep feelings and deep thoughts.

 

After resting the soul, we settled down and rested the body. We were ready for some…PURE LIFE!

 

(cont.)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Emigrante

 

Longe da pátria, longe do coração…Estará na pátria aquilo que define o português, ou é apenas esse sentimento de saudade, quase físico, que o define acima de todos os outros? O Emigrante, mais do que enquadrado num tipo social, é o definidopelo seu estado emocional e a motivação. Nada de muito de diferente se caracterizarmos outros emigrantes de outras pátrias. Todos eles possuem aquela alegria de que a sua pátria é a melhor e a mais abençoada, sempre que se cruzam e dialogam  com outros compatriotas longe do “berço”.

 

Viajando um pouco, e não escondendo o sotaque luso, facilmente se encontram portugueses a conduzir um táxi, a servir à mesa, empregados de limpeza, recepcionistas, vendedores. Sintomático ou não, mais facilmente se encontram portuguese serventes do que portugueses dirigentes. Em todo o caso, dirigindo ou não o seu negócio, aquilo que realmente dirigem é a sua vida. Seja a limpar ou a esfregar, a conduzir ou a servir, todos eles enfrentam o desafio da sobrevivência e da adaptação. Chegar a um novo lugar, aprender uma nova lingua, sem que o clima adverso ou a comida inimiga do paldar sejam obstáculos, e começar o seu sonho do inicio, confiando apenas no poder das suas mãos, na inteligência e na capacidade de adaptação, essa é a verdadeira força do EMIGRANTE. Olhar para a palma das mãos, sentir a força e a intensidade necessárias para transfomar qualquer mundo, e meu Deus como essa sensação é poderosa!, para que a coragem que permite enfrentar qualquer elemento flua pelas veias, dando ao corpo e à razão o “fogo” necessário para sobreviver em qualquer meio, é tudo aquilo que o verdadeiro EMIGRANTE precisa.

 

Precisamos de mais EMIGRANTES no nosso país, de pessoas com essa “força transformadora”, que superem o maior obstáculo de todos em Portugal: a letargia de espírito. Afinal, se olharmos com alguma reflexão, a maior parte nós, mais do que habitantes, somos TURISTAS no nosso próprio país!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

VOTO EM BRANCO, VOTO EM MIM

 

Porque posso!

 

Porque não faço depender as minhas decisões e a minha esperança de nenhum político qualificado ou inqualificado.

 

Porque tenho leio, investigo, penso, reflicto e com a minha racionalidade procuro a minha autonomia.

 

Porque tenho uma razão, um corpo e um coração, e para coordená-los, a ambição de ser livre.

 

Porque acredito no que posso fazer com as mãos, com os braços, com cada milímetro da minha vida, e porque tudo se resume ao esforço de adaptação e à capacidade de superação individual.

 

Porque são precisas ideias novas, mesmo que más e criticaveis. O novo tem capacidade de se endireitar, o velho é que não!

 

Porque é tempo de deixar para trás as ideias que nos atrasam, o Estado Novo, o Salazar, o 25 de Abril, o Mário Soares, o Cunhal, os Comunistas, os Fascistas, o Sócrates, a Ferreira Leite, o Cavaco, o PSD, o PS, o PCP, o CDS, o BE, o Zé Povinho, a Saudade, o fado melancólico, e oxigenar o sangue da nossa sociedade com novas figuras, novas ideias e com um novo fado. Colocar na memória passada essas figuras e tempos, agradecer-lhes, e na memória presente abrir espaço para novos horizontes.

 

Se o voto é a arma da democracia para a revolução, então que seja, e que ele liberte o presente do passado que insiste em ser futuro.

 

Há alturas na nossa vida que encontramos o nosso destino parado, a fixar-nos olhos. Ou se aceita o desafio e o capturamos, ou se deixa que ele escape, e continuamos a ser escravos do tempo, da chuva, do sol, do vento, do acaso e, e sobretudo daqueles e da sua bondade, que até aqui nos têm governado.

 

É altura de marcar a mudança e o começar em branco!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

OCaus na California - Las Vegas

What happens in Vegas, Stays in Vegas!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

OCaus na California – São Francisco

Pousado o avião, tempo apenas para ligar a ignição do carro e viajar de malas e bagagens para São Francisco. São cerca de 33 minutos de viagem por uma daquelas auto-estradadas dos EUA com 6 faixas em cada sentido.

São Francisco aparece primeiro na encosta de uma colina, apenas para mostrar a sua zona industrial, escondendo-se de seguida até reaparecer com os majestosos edifício da zona financeira. A vista torna-se algo repetitivo para quem já viajou para outras cidades nos EUA, já que não é mais que ver mais um skyline de edifícios rectangulares com 30/40 andares de betão armado. A primeira paragem foi numa das muitas docas ao longo do litoral norte de San Francisco, a famosa pier 39, onde se pode encontrar o famoso restaurante Bubba Gump, do filme Forrest Gump, vislumbrar Alcatraz e a ponte Golden Gate ao longe, e observar os leões marinhos que se estabelecem na doca à apanhar Sol e à espera do peixe dos pescadores para comer. Pode-se provar aqui um prato típico americano que não é frito nem feito com carne picada: o white clam, que é uma espécie de creme de mariscos servido numa taça de pão. O pão sabe a plástico, mas valeu o esforço, e dado a ventania constante em San Francisco, um white clam quentinho aquece bem a tripa. Para além disto, acredito que o marisco seja bom.


Acaba-se o marisco e olhando para sul, fica claro que San Francisco é uma cidade de altos e baixos. No entanto, nesta cidade há pessoas que estão claramente em alta, ou pelo menos mais em alta que as outras pessoas, a julgar pela grande quantidade de bandeiras de orgulho gay, maiores que as bandeiras americanas, penduradas em todos os edifícios das principais avenidas, e pelos cartazes de anúncios em autocarros e afins, de desodorizantes mostrando homens e seus boyfriends. Não percebi se o desodorizante anunciado era masculino ou feminino. A propósito, quem estiver interessado(a), este sábado 27 de Junho, vai decorrer em San Francisco mais uma Gay Parade. Quem gostar de ver homens nus numa cidade ventosa a exibirem-se venha até cá. OCaus irá fazer reportagem noutro sitio, mais a Sul em LA.


(Dia 2)


Não existe verdadeira experiência americana sem experimentar ser parado pela polícia americana. Aqueles que julgam que auto-estradas e avenidas de 6 faixas dá para fazer tudo, desenganem-se, pois a polícia, ao contrário de Portugal onde se viaja do Minho ao Algarve sem ver um polícia, patrulha tudo e é frequente ver carros a serem parados na auto-estrada pela polícia. Para todos aqueles que sejam parados pela polícia americana, é “importante” que mantenham as mãos no volante até o agente chegar ao carro e não façam nenhum movimento com as mãos sem a autorização deste, já que se repararem a sua mão está sempre no coldre, aberto, pronto para sacar da arma. Neste caso, houve apenas reprimenda pela infracção e o juramento:”While you are in the US, you must obey the US law, otherwise….”



domingo, 21 de junho de 2009

OCaus na Califórnia – Perseguindo a Noite

Oceano Atlântico, 20 de Junho de 2009

 

Neste momento são 13 horas segundo o relógio do meu laptop. Perdão! Parece que passámos mais um meridiano e já só 11horas…Sob céu diurno, sobre o Oceano Atlântico Norte e em perseguição da sombra da noite que se encontra umas horas à nossa frente progredindo lentamente para Este, aqui começa o relato da viagem que vai levar “OCaus à Califórnia”. A bordo de um boeing 777 e a uma altura de 32000 pés (cerca de 10km), OCaus progride a uma velocidade de 536 Milhas/h em direcção ao seu destino, São Francisco, Califórnia. Eram 10h53m quando o avião descolou desde o aeroporto de Heathrow em Londres para uma viagem de 5360 milhas que deve demorar 11 horas.

 

O titulo deste relato, “OCaus na Califórnia”, começa a parecer-me desactualizado, dado as complicações para embarcar. Entre questionários online*, formulários, perguntas dos assistentes de bordo, já tive que responder 3(!) vezes à pergunta: ”Are you a terrorist?”. Questiono-me de imediato se realmente conseguirei levar “OCaus à Califórnia”? Afinal os EUA são, desde o final da Segunda Guerra Mundial, o país que mais semeia o “CAUS” por esse mundo fora, entre guerras, colapso financeiros, patrocínios de revolução, tudo em nome de uma “Ordem “mundial.

 

Freud quando entrou pela primeira vez nos EUA e questionado pelos serviços alfadengários se transportava algo de perigoso, nocivo com ele, respondeu: “Trago-vos a peste”. Aqui a peste era a psicanálise, o pensamento abstracto para uma cultura em que o imediato e material é extremamente importante. O relevente aqui é a reacção temerária face a culturas, pensamentos desconhecidos que Freud sabia que ia provocar e que se verificou muitas vezes ao longo da história noutras escalas.

 

(13h26m ou 11h26!)

 

Oiço Tom Jobin e Elis Regina, música suave de melodia doce para tentar harmonizar o meu pensamento com essa realidade dura que são as palavras. Ainda mais a 11km de altura com a pressão a fazer nos meus canais perinasais. Mozart uma vez disse:”Tive a inspiração até que, eis que chegaram as palavras!”.

 

Voltemos ao “Caus”, neste caso, ao Caus do meu estômago depois da refeição a bordo. Questiono como é que um país que consegue fabricar mísseis balísticos, que se lançados desde Londres conseguem atingir o pára-raios do Empire State Building com uma precisão inferior ao diâmetro um cabelo humano, não consegue cozinhar uma refeição nutritiva e saborosa? O tomate sabia à salada, a salada, sabia a cenoura, a cenoura sabia a batatas, as batatas sabiam ao frango, e o frango sabia a peixe. É uma arte pelos visto ao alcance de poucos. No entanto, verdade seja dita, esteve bastante bem comparativamente a outras. Apenas pretendo ser exigente com quem posso sê-lo.

 

Voamos sobre a Islândia. A paisagem cá em cima continua celestial mas o sono não aparece!

 

(??h##m)

 

Depois de uma pequena sesta, lancho o pequeno almoço “roubado” do hotel e aproveito para escrever mais umas linhas a 906 Km/h para assim satisfazer os meus milhões de leitores, ávidos de deliciarem-se com as minhas narrativas.

 

Tento traçar um plano de viagem, tal a imensidão do trajecto e a dificuldade de espalhar e pregar OCaus. O objectivo é começar em São Francisco, percorrer a Golden Gate a pé, acampar com os ursos a Este em Yosemite, descer para Sul ao longo das praias até Los Angeles e San Diego, retornar a Norte passando por Las Vegas para apostar umas 1 conto de rés,  perder-me Grand Canyon e semear coentros e salsa no Death Valley. Se ainda houver força, passar por Napa, zona de vinhos a Norte de San Francisco, para provar os “esquisitos” vinhos californianos.

 

Apenas 2 semanas para cumprir este percurso do qual tentarei aqui dar conta tanto quanto possível.

Entretanto a noite continua inalcançavel. Não há rasto dela ou da sua penumbra.

 

(14h)

 

Aterragem no aeroporto internacional em São Francisco. O boeing desceu 36 mil pés em 10 minutos e aterrou numa pista que entra pela baía de São Francisco adentro. Os últimos quilómetros antes de chagar à pista são percorridos a uma dezenas de metro da água. Parece que vamos aterrar na água mas não!

 

Próximo capítulo: São Francisco

*Para viajar para os EUA, para além do passaporte electrónico e de fornecer a morada de destino nos EUA, é necessário preencher um formulário que está disponível on-line e guardar a referência desse formulário antes de partir, caso seja requerida pelos serviços de imigração americanos na alfândega

domingo, 22 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

O Freguês

O Freguês gosta de…servir-se. Desde muito cedo, esta personagem aprendeu as hábeis manobras da serventia e de tudo o que daí pode advir. As razões deste comportamento, do ponto de vista biológico, podem-se encontrar nos primeiros anos da vida deste especimen, mais concretamente na altura do seu aleitamento, uma vez que mamou até demasiado tarde e, na maioria dos casos, houve dificuldade em trocar a mama pelo biberão, surgindo assim, uma natural mamo-dependência. Aliás, ao longo do seu crescimento, este animal vai aprender outras formas de mamar, substituindo o peito da mãe, por outros, mais artificiais, que lhe vão providenciar um conforto semelhante. Começa logo na escola, onde estudar causa dor de costas e fazer cábulas faz mal à vista. O melhor é mesmo sentar-se perto do inteligente da turma e copiar, ou então, fotocopiar as cábulas de uma qualquer colega rapariga organizada.

Dentro dos grupos, o seu objectivo não é nem destoar nem entoar. Apenas se preocupa em estar próximo do mais popular, do “Cool”, recolher o pullover deste último quando cai dos ombros para o chão e servir de moços de recados para as namoradas, entre outros afazeres que o fazem sentir-se seguro e integrado. A liberdade individual está sempre limitada pelo grupo e, apesar de não ser daqueles com mais dificuldades de aprendizagem, a inteligência não é muito cultivada. Por outro lado, não gosta de gastar dinheiro, pode-se dizer inclusivé, que é bastante forreta, preferindo que lhe paguem as cervejas, cedam um cigarro ou emprestem uns trocos (que raramente devolve) para lanchar; é presença assídua nos espectáculos de entrada gratuita, não fosse este um bom português, e em todos os sítios onde se come e bebe sem pagar, mesmo que sejam favas com feijões. Aliás, um dos espectáculos preferidos são os acidentes na estrada. É comum poder observar este animal com o carro parado à beira da estrada para deslocar-se e observar o resultado de um qualquer sinistro rodoviário, até porque é de borla, ao vivo e não tem que pensar muito.

Os namoros são poucos, uma vez que são relações à sombra de outras que permitem sobreviver na sociedade, e chegando uma certa idade, o melhor é garantir um(a) companheiro(a) que seja fiel e disposto(a) a servir à mesa, a procurar as chaves do carro e passar o comando da televisão. Não é o animal mais carinhoso, sendo por vezes até perigoso, quando o incosciente procura expulsar toda a serventia acumulada e toda a personalidade reprimida para cima da companheira.

Sem grandes espontaneidade, e após anos de servir, quando chega a altura de arranjar trabalho ou ser promovido, o melhor é mamar mesmo na teta daqueles de quem lambeu ou lambe as botas. Fiel escudeiro, não procura ser o número 1, apenas mamar do número 1, até porque probabilisticamente, é aquele que mais leite deve ter. Os partidos políticos, juventudes partidárias, instituições bancárias, seguradoras, institudos públicos, assembleia da república, entre outras intituições de serviços, são os seus habitats predilectos, onde se sente mais cómodo e onde se podem encontrar um sem número de mamões que começam por levar resmas de papel, clips, agrafos, canetas para casa, e ao fim de um certo tempo, já sugam charutos, fatos, carros, estadias de hotel, prostitutas de luxo, viagens de férias, terrenos, casas e cartões de crédito para tudo o resto.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O Empreendedor

Este animal está actualmente declarado extinto neste lado da península ibérica, pelo que neste momento não é possivel efectuar a sua caracterização. As possíveis causas para esta catástrofe incluem causas exógenas particulares como a renda da casa, o leasing do carro, os pacotes de viagem com tudo pago ao Brasil, entre outros destinos, que agravam a tendência para a posição “barriga para o ar”, os restos de resina nos sofás e demais assentos do IKEA, e causas exógenas mais génericas como o Sol, a chuva, o vento, a neve, o Estado, a democracia e “os Outros”. De entre as causas endógenas podemos destacar, a barriga saliente e orgulhosa, o medo de perder a oportunidade do tacho, a dependêcia de algo ou alguém, a cultura do “sei tudo, não preciso de ler nada”, o sexo fácil e garantido desde demasiado cedo, a falta de coragem de pensar pela própria cabeça e para assumir esses pensamentos, as vivências demasiadamente homógeneas dos grupos sociais, entre um sem número de outros.

 

Esperemos que os fluxos de emigração e imigração actualmente existentes no território português altere a matriz genética existente e permita o aparecimento e evolução de…EMPREENDEDORES!