domingo, 7 de abril de 2013

Nesta


Longe vão os dias em que julgava que conseguia mudar o mundo através das palavras. No entanto ha historias que merecem ser contadas, e essas sim, podem mostrar que a mudança e possível...

Esta historia aconteceu num dos meus muitos voos. Tinha descolado de Lisboa em direção a Bruxelas. Depois de tantos voos, o conhecer das pessoas que se sentam ao meu lado já não se afigura tão interessante assim como no inicio. Desta vez foi diferente. Lembro-me que so dei por isso meia hora depois de descolarmos e de controlar os meus receios...
O avião já tinha atingido velocidade de cruzeiro, e ao meu lado estava um rapaz de cor que aparentemente viajava sozinho, que não devia ter mais de 12 anos. Perguntei se estava bem e se viajava sozinho. Ele respondeu, em Inglês, que estava bem e que viaja sozinho desde o Gana, tendo feito escala em Lisboa. Já ia portanto com mais de 10 horas de viagem. Continuou a falar e perguntou –me se já tinha viajado de avião antes, ao que eu respondi “umas 500 vezes”. Suspirou de alivio, e disse que se sentia melhor por viajar ao meu lado, uma vez que eu já tinha viajado tanto. Nesse momento engoli coragem e esqueci todas as crises de voar para dar dar segurança ao rapaz. De seguida, contou-me a sua historia: chamava-se Nesta, tinha 12 anos, era a primeira que voava, e ia ter com a a sua mãe que vivia na Bélgica, e a qual não via desde 2007 (6 anos portanto). Atrás deixava o seu pai, tio e irmão com quem vivia. Segundo me contou, a sua mãe passou dois anos a juntar dinheiro para o trazer para a Bélgica. O seu pai era pescador e o seu tio era sapateiro e também tinham ajudado para a viagem. Para quebrar os pensamentos saudosistas,perguntei o que o que queria ser quando fosse grade: “Piloto”, respondeu.Achei curioso, e como tal, chamei a assistente de bordo, e sem ele saber, pedi a assistente para que o levasse ao cockpit. Contei-lhe a historia do miúdo, e ela, depois de confirmar com o comandante, chamou o Nesta e la o levou. Eu pensei, em 500 viagens, nunca fui ao cockpit...

Passado meia-hora o rapaz voltou contente como ate ai não o tinha vista...Contou-me que tinha mexido nos comandos do avião, eu cheio de inveja fiquei: C***, pensei! Sentindo a necessidade de me compensar, tirou a mochila que tinha debaixo do banco. Referiu que tudo o que trazia consigo estava naquela mochila. Ou seja, ele ia fazer 20.000 Km, mudar de pais de vida, e trazia uma mochila, e eu, que viajava por 1 semana, trazia uma mochila e um trolley no porão! 
Abriu a mochila e tirou tudo o que tinha: uma sandes, umas sandálias de couro feitas pelo tio, um pullover e uma bíblia. Perguntou se eu acreditava em Deus. Eu disse que acreditava na existência de algo mas que não sabia o seu nome. De seguida, pediu-me para eu ficar com a bíblia. Recusei a oferta dizendo, que ele tinha de acabar de ler aquela bíblia e depois continuar e ler todas as outras, para um dia escrever a sua própria, tal como eu tento fazer. Guardou a biblia, e mostrou-me as sandálias. Eram pretas e como todas as sandálias, eram abertas. Disse-lhe que eram bonitas mas que, infelizmente, na Bélgica nas as poderia utilizar muito porque estava a nevar. De repente, os olhos abriram-se de espanto, e disse que nunca visto neve. A partir dai, colou o seu olhar na janela a espera de ver a dita neve. Mostrei-lhe o mapa do mundo, e apontei no mapa o trajecto que ele tinha feito. Expliquei que quanto mais para Norte, mais frio. Ele já não se importava, ja so queria ver a neve.

No fim, aterramos em Bruxelas, com o aeroporto coberto de neve, e o Nesta agradeceu-me por tudo como se eu fosse um feiticeiro que tivesse feito nevar. Acabou por ser levado pelos serviços de assistência e eu já não vi o reencontro com mãe. Deixou-me um papel com algumas palavras escritas no dialecto da aldeia, que ainda guardo. O que mais me marcou, foi ver um rapaz de 12 anos que apesar, do que estava a viver, nunca esboçou um sentimento de tristeza, magoa, infortúnio ou arrependimento. O seu sorriso apenas mostrava a alegria e coragem de quem vê o mundo pela primeira vez. No fim do dia, todos as preocupacoes que tinha desaparecerem, pois na verdade, são insignificantes quando comparadas comparadas com a alegria viver.

PS: em Portugal queixam-se do que mesmo?

sexta-feira, 29 de março de 2013

Noruega - Dia 1


A viagem para Oslo começa em Beerse, pequena vila no Norte da Bélgica, junto a fronteira com a Holanda, na sede da empresa onde presto servico. São cinco da tarde e depois de 2 dias de sol tímido, o Inverno volta a mostrar que não esta acabado e recomeça a nevar. Estamos em Marco e este foi o Inverno mais duro desde 1953.
O trajecto começa com uma viagem de carro na companhia do Steve que, generosamente, alterou o seu percurso para me levar ate a estacao de comboios em Breda, cidade holandesa junto a fronteira belga. O steve tem a curiosidade de ser filho de pai holandês, mãe inglesa, trabalhar na Bélgica, residir no reino Unido e pagar impostos no Estados Unidos. A bagageira do carro, em vez de bagagens, vai completamente preenchida por garrafas de cerveja belga! As bagagens são despromovidas para o assento de trás. A viagem dura cerca de quarenta minutes e fala-se dos bancos, emprego na Europa ou a falta dele, e de Beerse, essa vila Agrícola de difícil acesso que sem sabermos qual o motivo divino, foi colocada no caminho das nossas existências.

A entrada da Holanda e notada porque a Estrada deixa de ter solavancos. A Bélgica tem das piores estradas que ja vi. Ao inicio ainda pensei que os veículos na Bélgica tivessem todas quadradas! Passados alguns minutes depois de entrar na Holanda chego a Breda, cidade tipicamente Holandesa, que visitarei outro dia e onde vou apanhar o comboio para o aeroporto de Amsterdao.

(15 minutos de sono pesado).

Chego ao aeroporto de Amsterdao 50 minutos depois de sair de Breda e o cansaço atingi-me. Filas intermináveis, procedimentos de segurança, esperas…O ritual cansa-me cada vez mais, e no meio de tanta gente desconhecida, acuso a distancia que me separa de casa. Depois de ter estado em 7 países no últimos 2 meses, a distancia torna-se cada vez maior, não porque o numero de quilómetros seja maior, mas porque o desprendimento da terra vai acontecendo naturalmente, ate provocar a sensação que o chão se move e foge por baixo de nos. Nesses momentos de fraqueza agarro-me as memorias mais fortes, as da infância, para recordar-me de quem sou e de onde venho! De repente, volto a sentir o chão debaixo dos pés…

A viagem de avião Amsterdao para Oslo dura 1h30m a bordo de um boeing 737-800 da Norwegian Airlines, equipado com Wireless, que e onde escrevo este relato! Não gosto de viajar de avião, já há muito que perdi o prazer, mas procuro que essa fraqueza não seja obstáculo para atingir os meus objectives e sonhos. Afinal de contas os medos e os receios também fazem parte da vida, e aprender a conviver com eles, por mais ridículo que por vezes sejam os nossos comportamentos para permitir essa coexistência, e sinal de coragem e determinação. 

O programa da viagem já esta feito ao contrario do que e habitual em mim: chegada a Oslo, onde pernoito uma noite, e no dia seguinte, vou apanhar o comboio em direção Bergen, na costa Oeste da Noruega. Para quem não saiba, o percurso Oslo-Bergen de comboio e considerado por muitos, o mais bonito do mundo. As expectativas são altas, ate porque este ano já viajei de comboio na Suica, pelo meio de Alpes e lagos. Nãoserá fácil superar. Chegado a Bergen irei fazer o percurso dos fiordes de comboio e de barco, e no dia a seguir regresso a Oslo de avião. O resto da viagem será para conhecer Oslo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Vidas dos nossos dias - Capitulo I: " O Inicio"

Levanto-me…Haverá algum som que fique bem num despertador?

São 5.30 da manhã de mais uma segunda-feira em que me espera mais uma viagem de
avião para ir trabalhar…O sono não se quer ir embora mas lá venço o corpo e
deixo o calor da cama.

domingo, 20 de maio de 2012

As razoes pelas quais o CR7 e, nao melhor, mas muito melhor, que o Messi

Como o meu blog precisa de audiencias, decidi escrever um texto banal, sobre um tema banal, e, ja agora, de forma banal (e sem acentos porque o meu teclado alemao nao o permite).

Escrevo, de forma resumida, as razoes porque o Cristiano Ronaldo (CR7), esse nabo da bola, é, apesar de tudo, muito melhor, que o humilde, isento de pecados, de seu nome, Lionel Messi (LM):

  1. O CR7 consegue fazer com que um meio campo do mais banal que há por aí, pareca ser um meio campo do melhor que existe (o Coentrao chegou a jogar a trinco!); Em contrapartida, o Messi e transformado num jogador muito melhor pelo melhor meio campo da historia do futebol
  2. O CR7 se jogasse no barcelona, marcaria 90 golos por epoca; o Messi no Real Madrid nem chagava aos 40
  3. O CR7 joga com 1 ou 2 ponta de lanca ao lado e consegue marcar aqueles golos todos; no Barcelona, nao existem goleadores.
  4. Nao existe nenhum jogador na historia do futebol que jogue na linha, que consiga ir a linha de fundo e cruzar, que marque tantos golos como o CR7! Ter a capacidade de ir à linha e marcar golos é qu anti-natural
  5. E, acima de tudo, porque o CR7, é Portugues! Quem trabalha fora de Portugal, sabe o esforco que é necessário para que o nosso trabalho seja reconhecido da mesma forma que p trabalho outros! Just ou injusto, é um facto que temos que viver no nosso tempo! O CR7 tem que trabalhar muito mais que M., para ter o mesmo reconhecimento...

sábado, 3 de março de 2012

Vidas dos nossos dias - Capitulo I: " O Inicio"

Levanto-me…Haverá algum som que fique bem num despertador?
São 5.30 da manhã de mais uma segunda-feira em que me espera mais uma viagem de
avião para ir trabalhar…O sono não se quer ir embora mas lá venço o corpo e
deixo o calor da cama.

Não deixa de ser assinalável que, num país em que a população
está concentrada em parte porque todos querem estar perto do trabalho, que haja
pessoas que todas as semanas viagem pela europa fora para fazer aquilo que cada
vez é mais difícil em Portugal e que é…trabalhar!
O táxi aparece à porta como sempre e no caminho vejo mais um
nascer do sol. Um das vantagens desta rotina. Penso no número de pessoas que
passam pelos dias e pela vida sem ver um nascer do sol e digo para mim: “Que desperdício
de vidas”!

Faço parte de um grupo de pessoas que é emigrante durante a semana
e turista em Portugal aos fins-de-semana. Todas as segundas-feiras viajo para
Dusseldorf, no Noroeste da Alemanha, onde consegui um contrato para trabalhar
como freelancer de IT numa empresa multinacional. Nunca como neste tempo, a
célebre frase de Sócrates, “ Sou um cidadão do mundo”, fez tanto sentido.
Sócrates proferiu a frase para escapar às acusações de que era alvo. No meu
caso, uso-a para escapar à angústia de estar em todo o lado mas não pertencer a
lado nenhum.

Começo a ver os aviões a sobrevoar a cidade…Chego
ao aeroporto. Sempre quis viajar à Lua, mas à verdade é que não gosto de viajar
de avião. Não tenho alternativa de momento às viagens de avião. Apenas mais um obstáculo
do dia-a-dia que tem que ser superado. De certeza que a vida no paraíso, onde
não deve haver os ditos obstáculos, deve ser aborrecida.

sábado, 10 de setembro de 2011

Melhorar a sua vida em Portugal

De uma forma simples, apresento aqui 10 sugestões para mudar a vida das pessoas e, consequentemente, do país:

 

  1. Começar a trabalhar as 8h e sair às 17h. Desta forma, haverá tempo depois do trabalho para as pessoas sociabilizarem, trocarem experiências e gastarem dinheiro. Com tanto Sol que temos, os parques em Portugal estão vazios;
  2. Ler mais e ouvir mais música para conhecer outras histórias e outras visões, ao mesmo tempo que é fundamental para melhorar a capacidade de expressão. Ao nível da expressão somos muito limitados! Basta ver e compararar os artistas nos concursos de talentos em Portugal e no estrangeiro;
  3. Substituir o carro pela bicicleta quando possível irá permitir poupar e ter uma vida mais saudável;
  4. Viajar a baixo preço porque permite poupar e um melhor conhecimento do local e das pessoas para onde se viaja. Viajar significa conhecer outras formas de lidar com os mesmos problemas. Acreditem que há outros que lidam muito melhor com problemas que temos por aqui;
  5. Acabar com os “arranjinhos e os favorzinhos” entre amigos para não se pagar serviços/produtos recebidos. Todos os trabalhos servem para GANHAR DINHEIRO, e por isso, pague sempre o serviço/produto, mesmo que seja prestado por um(a) amigo(a) de berço. O dinheiro em Portugal não circula;
  6. Ir às reuniões de condomínios para não depender de outros e ter uma participação mais activa na gestão de assuntos. Esta atitude vai-se reflactir noutras situações e as pessoas tornar-se-ão mais independentes;
  7. Subsituir as chamadas por telefone pelas comunicações através da Internet. É desnecessário gastar tanto dinheiro em chamadas telefónicas quando falar pela Internet é gratuito;
  8. Reciclar. Todos percebem a impotância desta acção e, além disso, permite criar uma nova indústria e novos postos de emprego;
  9. Ver menos televisão e sair mais à rua. Poupa-se na electricidade, no número de televisões em casa e, acima de tudo, VIVER outras coisas! Está tudo muito encafuado e o país já e pequeno por si só;
  10. Acordar com “tesão para a vida” e perguntar no ínicio do dia: “ O que vou eu fazer hoje?”; e no fim do dia perguntar: “O que fiz eu hoje?”. Há que soltar amarras da existência banal ligada apenas ao futebol, politica de café e pouco mais, e soltar a imaginação. Em vez de uma imaginação do tamanho de um T0 no centro de Lisboa, é preciso uma imaginação do tamanho do Palácio da Ajuda!

 

Se cada fizer isto e trabalhar o seu POTENCIAL, a partir daqui tudo será mais fácil. A economia é apenas uma consequência disto tudo. Não vale a pena dar muita atenção a economistas, cujas unicas diferenças com astrólogos é que vestem melhor e aparecem na televisão à noite, e não de manhã como os astrólogos, sendo de que de resto são iguais uns e outros, VAGOS E INCONSESQUENTES! Verdade seja dita, a capacidade de previsão de um economista equivale à de um metereologista que só sabe prever o tempo para os próximos 5 minutos! O importante é conseguirmos ser independentes das circunstâncias, das pessoas e das OPINIÕES!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Rotura tendao rotuliano – Dia 1

Decidi escrever este testemunho pois na Internet não se encontram testemunhos em português de pessoas que sofrem ou sofreram desta lesão.

 

Rompi o tendão rotuliano da perna direita no dia 04 de Fevereiro de 2011 num jogo de futebol entre amigos no quals fui o unico que aqueceu! 6 dias depois fui operado pelo Doutor Ricardo Varatoso na CUF das descobertas. Ate a operacao permaneci em casa com uma tala amovivel na perna direita. Não tive dores durante este periodo e terapêutica utilizada resumiu-se a gelo no joelho, anti-coagulantes e analgesicos para as dores.

 

Ao 6º dia fui operado. Foi a parte mais simples até agora. Durou 45 minutos e como fui anestesiado com uma eepidural, pude assistir à operação. O recobro foi o tempo de voltar a sentir as pernas. As dores só começaram nesse dia após a anestesia ter perdido o efeito. As dores foram muitas nessa noite (cheguei a pedir ao enfermeiro q me desse uma injecção de morfina directamente no joelho). No dia a seguir, as dores desapareceram mas fiquei completamente grogue devido ao efeito dos analgesicos e mal consegui ficar desperto nesse dia. Saí do hospital sem dores no dia a seguir com a perna imobilizada com um penso Robert JOnes e uma tala amovivel. Consigo andar de canadianas mas tenho algumas dores se fico muito tempo com elas. O que mais me custa é o facto de ter dificuldades em levantar-me da cadeira ou da cama sozinho. A perna está completamente esticada, com um peso enorme, e não a consigo dobrar, pelo que para me levantar ou senta, preciso quase sempre da ajuda de alguem.

 

Vamos ver os proximos dias…Por enquanto, continuo com o gelo e uma quantidade enorme de medicamentos….

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Só se pode levantar quem cai

Em tempos de crise por vezes surgem pequenas historias de pessoas simples e mundanas, que anos judam a reflectir sobre como actuamos e que fornecem ideias e experiências de como podemos actuar. Queria relatar uma dessas histórias, a historia de uma pessoa que não voa, não faz o pino com o nariz,não é nenhum genio, trabalha por conta de outrém, paga impostos, vive para ajudar a familia e os seus, e que prefere manter-se no anonimato e sem grandes aspirações de momento.

 

Achei esta história relavante para os dias de hoje uma vez incide sobre 3 aspectos da nossa vida que são colocados em causa precisamente nestes tempos: Emprego, Casa e Dinheiro. São talvez dos aspectos materias mais nucleares da nossa vida, e esta história mostra que como, mesmo sem  grandes fórmulas mágicas, se podem melhorar estes mesmos três aspectos em qualquer altura, incluindo em períodso de crise.

 

Segundo a história que me foi relatada, tudo começou em finais de 2008, quando a crise financeira despoletou e houve a maior queda bolsista desde 1929. Por então, o medo instalou-se nos investidores e com tanto barulho à volta, pequenos e grandes investidores começaram a VENDER acções para se livrarem o mais depressa possível. O protagonista desta história, segundo ele, ignorou o barulho que assustou às massas, e começou a fazer pequenas pesquisas na INTERNET sobre valores das acções antes da crise e valores das acções depois da crise. Para além disso fez outras pesquisas sobre outras crises e percebeu usando a sua cabeça e não o que vinha nas notícias, que o melhor era COMPRAR. Sem necessitar de livros de economia ou algoritmos quânticos, escolheu um conjunto de acções seguindo os seus intintos e esperou. Um ano  e meio depois atingiu lucros de 510 % e um lucro medio de 227 % nas acções que comprou o que o ajudou a comprar uma casa junto à praia. O importante aqui foi apenas o de alguém pensar por conta própria e actuar com base na sua inteligência, e não como o medo e o resto do mundo sugeriam.

 

Paralelamente a isto, foi outro investimento no emprego. Neste caso, o objecto investido foi tempo. Quando em meados de 2009, a empresa onde estava despediu cerca de 2000 colaboradores, escreveu numa folha de papel 20 razões pelas quais deveria ser AUMENTADO. No final escreveu: “O Mundo foi, é, e sempre  será injusto, e não existe razão para que seja justo”. As 20 razões foram lidas e enviadas selectivamente aos seus superiores ao longo de vários meses, focando directamente que a “questão financeira era insuficiente e que precisava mais dinheiro”. Para justificar o argumento e ter outras opções foram feitos cercas de 20 curriculos (!) e enviados para cerca de 20 empresas. Cada opção mereceu sempre análise e quase sempre um curriculo único. No pouco tempo que passou em Portugal, em 2 meses, teve cerca de 10 entrevistas presenciais e um sem numero de entrevistas telefónicas, desde empresas multinacionais até empresas de lavar sabonetes! No fim de tudo, sabia o que valia para o mercado e tinha algumas ofertas,às quais, juntou ao curriculo, trabalho desenvolvido, pressão exercida, argumentação e, acima de tudo, confiança de quem trabalha, conseguindo no fim uma posição sólida. No fim de tudo, para além do aumento de superior a 43 %, foi promovido. Em todo este conjunto de coisas para conseguir a posiçao negocial vantajosa, não existe na verdade, nada que tenha mais importância que as outras. Tudo exigiu tempo, trabalho e dedicação!

 

O terceiro aspecto é o da casa. Em meados de 2009, com o mercado imobiliario em crise e os bancos sem dinheiro para emprestar, optou por investir o tinha ganho ate ai numa casa. Nenhum banco oferecia spreads inferiores a 1.2%. Para fazer face a isso, mais uma vez pesquisou na internet protocolos entre associações ou empresas, e os bancos. Ao fim de algum tempo, aderiu à DECO uma vez que esta asscociação tinha um protocolo com um banco, e ao abrigo desse protocolo, todos os associados benefeciariam de um spread de 0.65%  para determinadas taxas de esforço. Daí ate conseguir um spread de 0.55% foi um passo e a casa lá foi comprada.

 

Esta história só retrata certamente os momentos bons. Certamente houve muitas quedas pelo meio. Mas o importante de tudo isto, é que é uma pessoa com vivências comuns consegue mostrar que com independência de pensamento, vontade, dedicação e esforço, é possivel atingir e criar soluções simples para a sua vida material, independentemente da crise, se faz sol ou se faz chuva, do regime político, dos governante, dos pai nossos e das aves maria… No fim de contas, e como diz, o protagonista, foi apenas um caminhar, cair, sacudir o pó, lavar as feridas, voltar a levantar e caminhar até à proxima queda, levantando-se sempre sem excessivas lamentações! Qualquer um o pode fazer….

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Portugal da-me sono - MEXAM-SE C#$%&#!

 

Este texto é escrito por alguém que apesar de não ter impacto nenhum na nossa sociedade, já trabalhou em 3 continentes e em mais de 20 cidades. Ou seja, já viu algumas coisas e já tem algum “saber de experiência feito”.

 

Chegando a Portugal e vendo o panorama, apetece-me perguntar: “Estavam à espera do quê seus idiotas? Esperavam mesmo que pessoas como o José Sócrates (ou como o Passos Coelho), que nunca trabalharam, mal estudaram, conseguem resolver os vossos problemas e dirigir o país?” A mim pessoalmente, é-me mais fácil acreditar no milagre de Fátima!

 

Se há algo que aprende por exemplo, no desporto, é que um atleta joga como treina, e no caso dos líderes e futuros líderes do país, como pouco treinaram, ou seja, trabalharam, dificilmente jogarão bem. Passar dos oito aos oitenta, do suficiente para o excelente, só está ao alcance dos génios, e esses trabalham mais do que ninguém. Se o José Sócrates conseguisse isso, de certeza que não era político.

 

Em todo o caso, numa verdadeira democracia, a responsabilidade é sempre, única e exclusivamente, dos cidadãos (recuso-me a utilizar a palavra “Povo”). O que acontece neste caso, é que a maior parte dos cidadãos, mama ou quer mamar na vaca leiteira do estado. A todos esses, quero apenas dizer que, a vaca, o leite da vaca, e possivelmente, até os cornos da vaca, são….importados!? Por isso estamos endividados até ao pescoço! Ao menos podiam ter usado vacas nacionais!

 

A democracia, a liberdade não são nem podem ser direitos, mas sim conquistas, (caso contrário também os macacos viveriam em democracia)! Chegou a altura de deixar de mamar, crescer e merecer a liberdade. O bom da vida é que podemos sempre recomeçar, e a boa notícia é que não há melhor altura que esta, sendo que a mudança essa, apenas depende de nós! Se existe um dado que nenhuma teoria consegue estabelecer, esse é o potencial humano,  e acreditem ou não, as vivencias da generalidades das pessoas não chega para pôr a prova o potencial humano que existe dentro delas. Nada como tempos dificiceis para o estimularmos e tornar-nos ainda mais fortes como animais e como cidadãos! 

 

Por isso, a minha mensagem é bastante simples! E porque em Portugal as coisas só se fazem quando se soltam umas “alhadas” e se diz merda para o ar, a minha mensagem: “Percam a vergonha e MEXAM-SE C……!

 

Cairo, 26 de Setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010